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Você e a garotada: Todo mundo tem que ajudar!

Manter a casa em ordem é responsabilidade de todos que ali vivem

Dra. Deborah Moss Publicado em 11/10/2016, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

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Você e a garotada: Todo mundo tem que ajudar! - Shutterstock
Você e a garotada: Todo mundo tem que ajudar! - Shutterstock
"Quero que meu filho aprenda desde cedo a colaborar na limpeza da casa, pois isso não é ‘coisa de mulher’. Só que meu marido não ajuda, dando péssimo exemplo. Como faço?”

V. P., por e-mail


Apesar de a mulher estar no mercado de trabalho há anos e contribuir significativamente na renda familiar, ainda prevalece, em boa parte do país, o pensamento machista de que cuidar da casa seja uma tarefa exclusivamente feminina. Um conceito que cai por terra dia a dia, pois as mulheres trabalham cada vez mais tempo fora de casa e contratar domésticas ficou caro. Pertinentíssima, portanto, sua preocupação em educar filhos responsáveis e ativos nos cuidados com o lar. A nova geração agradece. Primeira dica? Não chame a realização das tarefas domésticas de “ajuda” – as pessoas ficam achando que estão fazendo favor. Algo bem diferente da noção de se cumprir uma obrigação! Eis a mensagem ideal a ser transmitida: manter a casa em ordem é responsabilidade de todos que ali vivem. E a divisão das tarefas implica em parceria e cooperação (enquanto o termo “ajuda” remete a favor, a
palavra “colaboração” significa tomar parte de uma responsabilidade). As crianças devem se comprometer de acordo com a idade, claro. Seu filho de 4 anos, por exemplo, já tem condições de guardar os próprios brinquedos, levar o prato para a pia após a refeição, colocar a roupa no cesto para lavar. Tarefas simples, mas que o farão se sentir tão ativo na rotina da casa que, em vez de ver no gesto uma obrigação chata, ele pode sentir orgulho em atuar no mundo dos adultos. Daí a molecada nessa faixa etária adorar ser designada como “ajudante do dia” da professora!



Países como Islândia e Noruega, em que a divisão das tarefas domésticas é igual para homens e mulheres, têm índices de felicidade mais altos.


Ao cuidar do que é seu a criança percebe que sujar e bagunçar implica em limpar e organizar. Isso pode fazê-la se esforçar para manter as coisas no lugar, a fim de facilitar o próprio trabalho.



Dra. Deborah Moss neuropsicóloga especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e mestre em psicologia do
desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP). Consultora do sono certificada pelo International Maternity and Parenting Institute, no Canadá.


Envie suas perguntas para dra. Deborah Moss pelo e-mail anamaria@maisleitor.com.br

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