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Brasil volta ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas

Aproximadamente 15 milhões de brasileiros passam fome no país

Da Redação Publicado em 07/07/2022, às 15h17

Em 2015, no último levantamento da FAO, o Brasil não se encontrava no Mapa da Fome - Unsplash/Ricardo Díaz
Em 2015, no último levantamento da FAO, o Brasil não se encontrava no Mapa da Fome - Unsplash/Ricardo Díaz

O Brasil voltou a entrar no Mapa da Fome na ONU após ultrapassar a marca de 2,5% da população lidando com a falta crônica de alimentos.

Atualmente, 4,1% das pessoas enfrentam a fome crônica no país. A situação no Brasil é mais grave do que a média global, já que quantidade de pessoas em insegurança alimentar moderada e grave é maior do que no resto do mundo.

De acordo com dados da ONU, a fome crônica é um problema que afeta habitantes de todos os países. Em 2021, 828 milhões passaram fome no planeta.

Só no Brasil, 61 milhões enfrentaram a insegurança alimentar entre 2019 e 2021. O número de brasileiros que passaram fome foi de 15 milhões.

A pesquisa da organização faz uma média da situação alimentar no país durante três anos. Entre 2014 e 2016, por exemplo, havia menos de 4 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave.

Para o Jornal Nacional, o diretor do Programa de Alimentos da ONU no Brasil Daniel Balaban opinou que a situação piorou no país antes mesmo da pandemia: “O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Essa população precisa do apoio de políticas públicas para ser incluída na cidadania, incluída na sociedade”.

Ele ainda disse que é necessário “fazer com que as pessoas possam produzir, possam participar, colocar pequenos negócios, possam ter hoje uma formação educacional diferenciada, uma formação profissional diferenciada”.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) realizou o último levantamento do Mapa da Fome em 2015, ano no qual o Brasil tinha saído da classificação. No entanto, desde 2018 o país voltou a ela.

Rafael Zavala, o representante da FAO no Brasil, disse que são necessários investimentos do governo em políticas que solucionem a questão da fome a longo prazo.

“A fome é uma tarefa de todos, mas também temos que gerar um esquema de diminuir riscos. Como? Se as políticas públicas estão dirigidas a fomentar a criação de empregos remunerados que gerem renda para as famílias, uma grande tarefa é investir para criar empregos e gerar estabilidade econômica na sociedade”, comentou.