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Câmara aprova cassação de Flordelis, acusada de mandar matar o marido

''Saio de cabeça erguida, porque sei que sou inocente'', afirmou a ex-deputada

Da Redação Publicado em 11/08/2021, às 19h34 - Atualizado às 19h35

Além de perder o mandato e a imunidade parlamentar, Flordelis também ficará inelegível - Fernando Frazão/Agência Brasil
Além de perder o mandato e a imunidade parlamentar, Flordelis também ficará inelegível - Fernando Frazão/Agência Brasil

Foi aprovado nesta quarta-feira (11) pela Câmara dos Deputados, a cassação da agora ex-deputada federal Flordelis (PSD-RJ), por 437 votos a sete. Houve, ainda, 12 abstenções entre os 456 presentes na sessão. Agora, além de perder o mandato e a imunidade parlamentar, ela também ficará inelegível por determinação da Lei da Ficha Limpa.

Flordelis é acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, ocorrido em junho de 2019, na casa em que moravam na cidade de Niterói (RJ). Apesar do processo criminal ainda não ter sido julgado, os deputados consideraram que ela feriu o Código de Ética da Câmara ao longo do caso.

A ex-deputada ainda tentou um último recurso de impedir a sessão para salvar sua primeira legislatura, mas o mesmo foi negado pela ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. “Saio de cabeça erguida, porque sei que sou inocente. E todos saberão que sou inocente. Vocês não têm todos os elementos para pedir minha cassação, então me ajudem. Sejam justos e não me cassem”, pediu Flordelis em discurso antes do relatório ir a plenário. 

Porém, os deputados não consideraram a 'súplica' da ex-deputada, que alegou tanto à Justiça do Rio quanto à Câmara Federal não ter sido a mandante da morte do esposo. 

Vale lembrar que de seus 55 filhos (51 adotados e quatro biológicos), seis estão presos acusados de participação no assassinato do pastor. Há cerca de um ano, a polícia do Rio concluiu o inquérito que acabou apontando Flordelis como mandante. Entretanto, por conta da imunidade parlamentar, sua prisão não foi decretada na época.