AnaMaria

Crônica da Xênia: Quanta saudade, Hebe!

Impossível deparar com a imagem da apresentadora sem sentir o coração apertar

Xênia Bier Publicado em 06/06/2017, às 09h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Crônica da Xênia: Quanta saudade, Hebe! - Francisco Cepeda
Crônica da Xênia: Quanta saudade, Hebe! - Francisco Cepeda
Dia desses, zapeando pelos canais, dei de cara com o Gugu e percebi que estou mesmo desligada da TV. Acho que não o via há mais de dois anos. Continua educado, gentil, e anunciava a atração do programa: uma matéria em homenagem a Hebe Camargo. Gugu gravou na casa em que ela viveu por 30 anos. Eu ia saindo da sala, mas voltei. Sentei no meu cantinho e assisti ao programa todo. No fim, estava um tanto estranha. Não dormi bem, levantei muitas vezes, não consigo explicar. Era como se estivesse com febre. Pela manhã, me dei conta: estava sentindo uma imensa tristeza por Hebe ter partido. Diversos trechos do programa nos mostravam (e agora que ela se foi, a gente vê melhor) a alegria de viver daquela criatura! Nunca, no decorrer da vida, conheci alguém tão esfuziante! A palavra é antiga, porém, cabe perfeitamente para Hebe. Fui ficando triste e me dando conta da imensa saudade daquela profissional, que assumiu como missão levar a alegria para a casa do telespectador. Se para você, cara leitora, parece pouco... É não! A missão é árdua: esquecer os seus problemas para enxugar a lágrima alheia. Assim distantes (agora que não a temos mais ao nosso
alcance), é que a gente sente falta da grande competência que era Hebe Camargo. Não chorei, repito. Só fiquei triste. Uma tristeza serena pela ausência de uma mulher que engrandecia a vida e pela profissional que emprestava generosamente seu brilho para a
TV. Valeu, Gugu!