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Desistência de Vanessa Lopes: Lições que podemos tirar sobre saúde mental

Especialista comenta alguns sinais de Vanessa Lopes que alertam sobre ansiedade

Da Redação Publicado em 20/01/2024, às 15h00

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Vanessa Lopes - Foto: Reprodução/Rede Globo
Vanessa Lopes - Foto: Reprodução/Rede Globo

O comportamento de alguns participantes do 'BBB 24', da Rede Globo, está dando o que falar. Nesta edição, e em menos de um mês no ar, internautas estão repercutindo cenas e questionando a saúde mental de algumas pessoas que participam do reality show.

Mas, o que podemos aprender com o que se tem visto no programa nos últimos dias? A AnaMaria Digital foi atrás da resposta para essa pergunta. A doutora em psicologia pela PUC-SP, Blenda Oliveira, trouxe algumas reflexões sobre o que tem acontecido na casa. 

Um dos episódios mais marcantes até agora envolvendo o tema da saúde mental é a perda de controle da influenciadora Vanessa Lopes, que em vários momentos discutiu, chorou e até apresentou ideias desconexas, que a levaram a apertar o botão da desistência.

ALERTAS

De acordo com a especialista, em entrevista, esse caso pode nos trazer algumas lições importantes sobre saúde mental, acolhimento e ambiente. Descontroles em excesso pode ser um alerta para cuidarmos da saúde mental.

A ansiedade nem sempre tem sinais óbvios e o nervosismo pode ser um deles. "Uma pessoa ansiosa pode ficar nervosa e angustiada e não necessariamente roer as unhas, balançar as pernas. A ansiedade pode se manifestar de várias formas, inclusive com sintomas como taquicardia, falta de ar, diarreia, vômito, entre outros”, explica Blenda.

Discutir em momento de crise não ajuda em nada. A especialista também explica que, ao perceber qualquer descontrole emocional, o ideal não é alimentar qualquer tipo de embate. "É importante que tenhamos sensibilidade para perceber quando o outro está sofrendo e precisa de ajuda. Se não conseguir acolher, como numa discussão, não alimente o embate, pois isso pode realmente piorar a saúde mental dos envolvidos e,principalmente, daquela pessoa que já está fragilizada".

A convivência pode aliviar ou piorar sintomas de transtornos. A psicóloga lembra outro fator importante: a convivência e o ambiente. Apesar de ser um programa, pode-se observar como as pessoas do convívio influenciam nosso comportamento, ajudando a aliviar ou piorando qualquer tipo de transtorno.

"É importante sempre avaliar o ambiente, nossos limites e possibilidades para dar conta das características do ambiente, assim como e quais as pessoas estão ali presentes, pois ambos influenciam profundamente na nossa saúde mental. Neste caso estamos falando de um programa, é algo fora do nosso cotidiano, mas no dia a dia precisamos avaliar como esses dois fatores nos afetam, principalmente se já tivermos uma predisposição ou algum diagnóstico", alerta.

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