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Jogador Robinho tem prisão decretada na Itália por estupro coletivo

Robinho foi condenado a 9 anos de prisão por estupro coletivo de uma jovem no norte da Itália

Da Redação Publicado em 15/02/2022, às 13h30

Robinho tem prisão decretada na Itália. - FaceBook /Robinho - Robson de Souza
Robinho tem prisão decretada na Itália. - FaceBook /Robinho - Robson de Souza

O Ministério Público de Milão, na Itália, emitiu nesta terça-feira (15), uma ordem de prisão internacional onde pede a extradição do atleta de 37 anos, envolvido em uma acusação de estupro de uma jovem em uma cidade no norte da Itália em 2013. 

Na ocasião, Robinho jogava no Milan e, junto com mais cinco amigos, induziram uma jovem a beber e logo depois tiveram relações sexuais com ela por várias vezes, sem que a garota tivessem condições de reagir a violência.

Apesar de a Constituição Brasileira não permitir a extradição de seus cidadãos, os dois países podem fazer um acordo para que o atacante possa cumprir a pena em território brasileiro.Robinho também não poderá, ao menos por enquanto, viajar para países em que a Itália mantém acordos de extradição, correndo o risco de ser detido e encaminhado para a Itália.

A justiça italiana relatou que o jogador havia manifestado “desprezo especial pela vítima, que foi brutalmente humilhada”. Já o advogado da vítima, Jacopo Gnocchi declarou: “ que  não importava onde o atleta fosse cumprir a pena, mas o importante é que ela fosse cumprida”.

ÚLTIMA INSTÂNCIA

Além de Robinho, o amigo Ricardo Falco, também foi condenado em primeira instância pelo tribunal de Milão em 2017, e pelo tribunal de apelações de Milão em 2020. E em 19 de janeiro passado o tribunal de Cassação, que seria a última instância judicial da Itália, confirmou a condenação por violência sexual grupal da vítima, uma jovem da Albânia que na ocasião comemorava seu aniversário de 23 anos em Milão.

O ex-atacante da Seleção Brasileira ainda segue em liberdade, apesar do mandado de prisão já estar circulando em 195 países, e seu nome, Robson de Souza, constar na lista da Interpol, pois a Itália exige a prisão do jogador. Vale ressaltar que não existe mais nenhum recurso que livre o brasileiro da prisão em terras italianas.