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Morre o escritor Olavo de Carvalho aos 74 anos

Guru bolsonarista, como era conhecido, morreu em Virgínia, nos Estados Unidos

Da redação Publicado em 25/01/2022, às 07h46

Olavo de Carvalho morreu aos 74 anos - Twitter
Olavo de Carvalho morreu aos 74 anos - Twitter

Morreu o escritor e influenciador Olavo de Carvalho na noite da última segunda-feira (24), aos 74 anos, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. A notícia foi divulgada por meio de uma nota da família nas redes sociais. 

Embora a causa da morte não tenha sido revelada no comunicado em questão, sua filha, Heloísa de Carvalho, confirmou que o motivo de falecimento foi a covid-19. Ele contraiu coronavírus oito dias antes. O influenciador também vinha enfrentando problemas de saúde e, inclusive, havia suspendido as aulas de seu curso online.

Na nota, "a família agradece a todos os amigos as mensagens de solidariedade e pede orações pela alma do professor". O escritor deixa a esposa, oito filhos e 18 netos. 

LUTO 

Conhecido como guru bolsonarista, uma vez que apoiou fortemente Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018, Olavo ganhou uma homenagem do militar na madrugada desta terça-feira (25).

"Nos deixa hoje um dos maiores pensadores da história do nosso país. Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros. Seu exemplo e seus ensinamentos nos marcarão para sempre”, escreveu o presidente.

Eduardo e Carlos Bolsonaro também lamentaram a morte do escritor. “Aqui na Terra seus livros, vídeos e ensinamentos permanecerão por muito tempo ainda”, escreveu Eduardo. Já Carlos afirmou que admirava Olavo “por seu vasto conhecimento, bom humor e, principalmente, por sua coragem”.

Vale lembrar que a chamada ala olavista, que teve grande importância no governo Bolsonaro, perdeu espaço desde meados de 2020. O próprio Olavo criticou diversas vezes os rumos da gestão do presidente. Entretanto, em dezembro passado, ele disse que ainda votaria em Bolsonaro em 2022, alegando “falta de alternativas”.

Além disso, Olavo tinha um discurso conservador, de direita e muitas vezes negacionista. Durante a pandemia de covid-19, ele desacreditou da doença e fez duras críticas à vacina – que não se sabe se ele tomou – inflando os bolsonaristas mais radicais.

Sua filha, Heloísa, com quem havia rompido relações, escreveu nas redes sociais: "Que Deus perdoe ele de todas as maldades que cometeu", disse. Ela ainda ressaltou sobre as publicações que celebravam a morte do escritor: "Comemorar a morte de qualquer pessoa é assinar o atestado de total falta de humanidade, Deus tá vendo e eu também", escreveu.