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Padre realiza casamento do neto: “Quase ninguém tem essa oportunidade que eu tive”

Paulo Müller se tornou padre quatro anos após a morte da esposa

Da Redação Publicado em 25/05/2022, às 15h43

Padre de Nova Hamburgo realiza casamento do neto - Fernando Lacerda/Divulgação
Padre de Nova Hamburgo realiza casamento do neto - Fernando Lacerda/Divulgação

Um padrecelebrou o casamento de seu neto em Porto Alegre (RS), no dia 14 de maio. A pedido do neto, Ânderson, e da noiva dele, Rafaela, Paulo Müller ficou responsável por conduzir a cerimônia.

O Padre Paulo, de 85 anos, foi ordenado em 1992, quatro anos após a morte da esposa, Lizzete. Hoje, ele é padre auxiliar na Catedral São Luiz Gonzaga, em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana.

Ânderson e Rafaela não pensavam em realizar o casamento, que foi remarcado quatro vezes por conta da pandemia, dentro da Igreja. No entanto, os pais dos noivos sugeriram que os filhos tivessem um casamento religioso, o que levou o neto a pedir para o avô realizar sua cerimônia.

Ânderson contou que o avô ficou muito feliz com o convite, e de fato o padre disse: "Foi uma coisa maravilhosa. Quase ninguém tem essa oportunidade que eu tive". Segundo o neto, ele seguiu todos os ritos católicos, como a preparação dos noivos.

O avô ainda se emocionou relembrando do próprio casamento e comentou que algumas das músicas selecionadas para a entrada dos noivos também tocaram no casamento dele. Ânderson ainda brincou com a história do avô, dizendo que "ele é uma das poucas pessoas que podem falar que já estiveram dos dois lados da mesa".


DO CASAMENTO AO CELIBATO


O Padre Paulo disse que desde criança se interessava pela religião, mas depois de prestar serviço militar abandonou a ideia de seguir carreira nessa área. Então, conheceu a esposa, Lizzete, e com ela teve quatro filhos.

O religioso contou que nunca abandonou o catolicismo e que sempre leu a Bíblia e cumpriu os sacramentos católicos. Depois do falecimento da mulher, buscou amparo na Igreja, e procurou ser catequista, ministro da eucaristia e diácono.

Ao atender um sepultamento em que a família exigiu a presença de um padre, Paulo decidiu ir para o seminário e teve o apoio do então bispo de Novo Hamburgo, dom Boaventura Kloppenburg, que levou seu pedido ao Vaticano, sendo autorizada a formação do religioso.

Apesar de pouco comum, Ânderson comentou que, para ele, seu avô ser padre sempre foi algo natural, já que Paulo foi ordenado um ano depois de seu nascimento. No entanto, quando ele contava o fato para outras pessoas, a reação era sempre a mesma: estranhamento.

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