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Dicas de Beleza / Novidade

Probióticos no cabelo? Conheça a técnica que auxilia na oleosidade dos fios

Ela também pode auxiliar no combate à descamação e queda dos fios

Lígia Menezes Publicado em 08/11/2020, às 08h00

O cabelo sempre dá sinais de quando não está bem - Social Butterfly/Pixabay
O cabelo sempre dá sinais de quando não está bem - Social Butterfly/Pixabay

Quando falamos em probióticos, logo vêm à mente os lactobacilos vivos, aquelas bactérias benéficas presentes em alimentos como o iogurte natural, o kefir e a kombucha, que melhoram o funcionamento gastrointestinal. Mas o que pouca gente sabe é que eles também fazem bem para a saúde do cabelo

“Existe uma íntima relação entre o equilíbrio intestinal e a saúde da pele e do cabelo. Os lactobacilos de emprego tópico para couro cabeludo ajudam a manutenção de um couro saudável”, diz Joana D’arc Diniz (@drajoanadarcdiniz), dermatologista e tricologista, diretora científica da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e diretora da Sociedade Brasileira do Cabelo (RJ). 

Com eles, problemas como a queda, a descamação e a oleosidade estão com os dias contados! Bora experimentar?

O QUE SÃO PROBIÓTICOS PARA O CABELO?
Probióticos são microrganismos vivos, bactérias boas que regulam a flora intestinal e promovem maior proteção contra agressores externos e o desenvolvimento de lesões ou doenças. 

Como é no intestino que acontece a absorção de todas as substâncias importantes para o organismo, a ingestão desses microorganismos estimula diretamente a saúde da pele. Também já existem produtos para uso tópico, como xampus e pré-xampus, condicionadores e máscaras para hidratação capilar.

SEU CABELO PRECISA DE PROBIÓTICOS? 
O cabelo sempre dá sinais de quando não está bem. Queda, descamação do couro cabeludo e a oleosidade excessiva são alguns dos indicativos de que ele pode estar precisando de probióticos. Ir a um dermatologista e realizar exames de sangue específicos para investigar deficiências nutritivas relacionadas a doenças capilares é sugerido. 

Pelos resultados, é possível identificar se a necessidade é de ingestão ou absorção tópica de probióticos. Ou seja, se a suplementação deve ser feita por via oral ou por uso dos produtos tópicos manipulados com as bactérias. 

QUEDA
Ela está relacionada a diversos fatores, como o estresse, má alimentação e carência de nutrientes específicos. Após a realização de exames, é possível identificar a origem do problema. Assim, os sais minerais, vitaminas e probióticos podem ser recomendados. 

“Cosméticos e nutricosméticos à base destes microrganismos têm mostrado resultados positivos no combate à queda. Eles são aliados do couro cabeludo porque reduzem inflamações e ajudam a controlar o excesso de fungos e bactérias indesejadas”, explica a dermatologista. A hidratação dos fios com máscaras com probióticos também melhora a saúde dos fios e pode reduzir os sintomas de queda e quebra.

OLEOSIDADE E DESCAMAÇÃO 
Esses problemas podem aparecer devido a vários motivos, como o uso constante de produtos químicos, doença seborreica e desordens hormonais. A coceira, consequência da oleosidade e descamação, ainda pode provocar lesões no couro, facilitando a contaminação e causando infecções sérias. Os probióticos ajudam a manter o couro cabeludo saudável. 

“Eles agem no controle da descamação, provocada pelo excesso de oleosidade, dermatite e inflamações. Ainda promovem o equilíbrio da região afetada e protegem o couro cabeludo da proliferação de fungos e bactérias nocivas”, explica Joana. 

O tratamento, ainda que tópico, deve ser feito com acompanhamento médico para assegurar que o uso esteja de acordo com as necessidades de cada cabelo. A biotina, por exemplo, é uma substância essencial para a saúde dos fios e é produzida pelas bactérias presentes no intestino. Porém, em quantidades inadequadas, em carência ou excesso, problemas como a perda dos fios e a dermatite também podem acontecer.

DÁ PARA PASSAR KEFIR OU IOGURTE NOS FIOS? 
Não há comprovações científicas de benefícios no uso de produtos alimentícios no cabelo. “Melhor evitar, pois a pessoa pode ter alergia e sensibilidade aos componentes deles”, recomenda. Compres produtos prontos ou manipulados com indicação dermatológica.