AnaMaria

Crônica da Xênia: Por trás das câmeras tem mais!

A vida de um ator não é o “mamão com açúcar” que parece. Que profissão difícil!

Xênia Bier Publicado em 01/02/2017, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Crônica da Xênia: Por trás das câmeras tem mais! - Globo/Estevam Avellar
Crônica da Xênia: Por trás das câmeras tem mais! - Globo/Estevam Avellar
Quando você assiste a uma novela, tudo parece muito fácil. Você tem uma invejinha da vida dos artistas... Acredita que todos têm uma vida sofisticada, se alimentam de pétalas de rosa à milanesa, acordam com o mordomo tocando violino e os amores acontecem sempre felizes, que nada de mal pode acontecer com eles. São os deuses do Olimpo! Pois saiba você que é uma vida
muito dura. Meses antes de começar uma novela, eles já estão trabalhando. Passam dias e dias experimentando todo o figurino que irão usar por oito meses, que é quanto dura uma novela. Entre muitos afazeres da preparação, vem o mais delicado: a criação do personagem. O que, numa linguagem simples eu diria: é como receber um espírito. O ator vai aos poucos “recebendo” em seu
corpo aquele estranho. Voz, gestos, andar, olhar, sentar. A maquiagem que vai mudando sua fisionomia... Tudo isso é muito difícil. Por oito meses, de oito a dez horas por dia mais ou menos, o ator é outra pessoa. Terminada a gravação daquele dia, ele volta a ser ele – para no dia seguinte “receber” novamente o personagem. Sem contar que alguns personagens ficam para sempre. Francisco Cuoco nunca mais conseguiu se livrar do Carlão, maior sucesso do ator na novela Pecado Capital. Até hoje Carlão vive em tudo o que Francisco faz. Quando um ator diz: “Me entreguei ao papel”, você aplauda, porque é um trabalho muito difícil. Ele deixa de ser ele para encantar você.