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Estado de São Paulo já está com a logística pronta para iniciar imunização dia 25

Secretário garante que governo comprou mais de 70 milhões de seringas e agulhas

Da Redação Publicado em 01/01/2021, às 13h04 - Atualizado às 13h05

Estado de SP garante que começa a imunizar em 25 de janeiro - Divulgação/Instituto Butantã
Estado de SP garante que começa a imunizar em 25 de janeiro - Divulgação/Instituto Butantã

Jean Gorinchteyn, Secretário da Saúde do Estado de São Paulo, garantiu, em entrevista para a Rádio Bandeirantes na manhã desta sexta-feira (1º), que o Estado de São Paulo já tem toda a logística para o início da imunização com a CoronaVac no próximo dia 25 de janeiro. 

"Até mesmo o apoio policial para o transporte e nos pontos de vacinação já foi planejado", garantiu. Gorinchteyn também comentou sobre as dúvidas que envolvem a eficácia da vacina aplicada em voluntários nos testes no Brasil. 

Ele garantiu que isso não vai impedir o começo da campanha de vacinação. Na semana que vem, segundo ele, será pedido o registro na Anvisa, mesmo sem a divulgação dos dados sobre a eficácia. 

“Não é justo 45 países estarem vacinando e o Brasil pensando se vai comprar [a vacina] ou não (...). Não podemos aceitar isso”, disse. “Não adianta só São Paulo começar a vacinação, precisamos do Brasil todo”.

AGULHAS E SERINGAS GARANTIDAS
Gorinchteyn ressaltou ainda que o estado de São Paulo foi atrás das seringas e agulhas no início de setembro. Segundo ele, já foram compradas pelo governo mais de 70 milhões de seringas e agulhas para aplicação da vacina no estado. 

“Nós já temos as vacinas, temos 10,8 milhões de vacinas em solo brasileiro – as últimas recebemos no dia 30 – e temos as seringas. Estamos aguardando a liberação da Anvisa para vacinar o mais rápido possível”, afirmou.

VACINA CHINESA
O governo de São Paulo divulgou o plano estadual de vacinação contra o novo coronavírus no início de dezembro. A Coronavac, utilizada na China, Indonésia e Turquia, será aplicada a partir de 25 de janeiro em profissionais da saúde, pessoas com mais de 60 anos e grupos de risco, como indígenas e quilombolas.

João Doria, governador do Estado, explicou que a escolha levou em conta a incidência de óbitos do novo coronavírus na região. As doses serão gratuitas para todos no sistema de saúde público. Caso hospitais privados queiram participar, está vetada a priorização de clientes conveniados. Além disso, o Instituto Butantã irá fabricar a vacina, e caberá à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a liberação.

O governo ainda vai disponibilizar 4 milhões de doses para outros estados do Brasil que solicitarem. A Secretaria da Saúde, em parceria com as prefeituras, vai atuar em 10 mil postos de vacinação. Farmácias, quartéis da polícia, escolas, terminais de metrô, trem e ônibus e sistema de drive-thru estarão disponíveis.

“A campanha contará com grande estrutura logística e de segurança pública. Serão 4 mil profissionais de saúde e 20 mil agentes de segurança em todo o estado”, disse Doria, que acrescentou: “A união de todos deve se sobrepor à guerra ideológica. Na luta pela vida, não há espaço para o negacionismo. Somos o mesmo povo, o mesmo país”.

ESTRATÉGICO 
A antecipação da vacina, segundo o governo, é uma questão logística. Caso a primeira fase começasse em março, coincidiria com a campanha nacional da gripe. O governo disse que isso “não é bom”.

O cronograma prevê a campanha de 25 de janeiro a 20 de março do ano que vem. Serão duas doses por pessoa, e o intervalo entre a primeira e a segunda dose é de 21 dias.