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Será que os Robôs e a Inteligência Artificial vão dominar o mundo?

Nosso colunista de tecnologia, Juliano Schimiguel, mostra que eles estão mais perto do que você imagina

Juliano Schimiguel Publicado em 28/10/2020, às 08h00 - Atualizado às 10h48

A influência dos Robôs no dia-a-dia costuma ser um tema frequente no cinema - Gerd Altmann por Pixabay
A influência dos Robôs no dia-a-dia costuma ser um tema frequente no cinema - Gerd Altmann por Pixabay

A influência dos Robôs no nosso dia-a-dia costuma ser um tema frequente no cinema. Em 'Soldado do Futuro' (2013), por exemplo, o Ministério da Defesa dos Estados Unidos cria um soldado robô com uso de inteligência artificial. 

Já no filme animado 'Next Gen' (2018), da Netflix, uma jovem acaba conhecendo um robô também soldado, e acabam criando uma linda amizade. Além disso, os dois têm como objetivo batalhar contra os robôs do mal. 

No filme 'Ex-Machina – Instinto Artificial' (2015), um programador ganha um concurso para passar uma semana na casa do presidente da empresa onde trabalhava. Quando chega na casa, porém, percebe que, na verdade, foi escolhido para participar de um teste com ‘Ava’, inteligência artificial em um corpo feminino.

Uma reportagem não tão antiga do jornal Folha de S.Paulo, publicada em outubro de 2018, contava que o Japão desenvolvia robôs cada vez mais semelhantes aos seres humanos, e os especialistas explicavam que a forma humana é essencial para tornar nossa integração com as máquinas mais fácil. Trata-se dos chamados “humanoides”, que estão cada vez mais presentes na pesquisa robótica.

MAS NÃO É APENAS ISSO...
Será que os robôs estão tão distantes assim de nós? Bem longe disso! Veja se você não reconhece essa situação: está conversando com algum amigo perto do smartphone e o dispositivo começa a falar algo, por áudio, tentando trazer resultados de pesquisa relativos ao assunto em que ambos estavam conversando.

Sabia que nossos aparelhos móveis, se estiverem com essa opção habilitada, ficam “ouvindo” todas as informações e “falas” capturadas do ambiente externo? Isso é, nada mais, nada menos, do que aplicação direta de inteligência artificial! 

Alguns mais desatentos poderiam afirmar: mas eu nunca habilitei ou desabilitei essa opção. Mas quando você criou um e-mail pessoal gratuito na plataforma Google Gmail, que é utilizada em grande parte dos dispositivos móveis Android, você leu o contrato de uso de suas informações? 

Muitos de nós provavelmente não leram nada, simplesmente clicando no botão “Concordar com os Termos”. É a partir desse momento que nossas informações pessoais poderão ser utilizadas para outros fins.

HUMANO, SÓ QUE NÃO!
Quem já não ouviu falar do termo ‘bot’, ‘chatbot’ ou ‘chatterbot’? Trata-se de um robô ou um programa de computador que simula um ser humano na interação e conversação com humanos. Hoje em dia, vários portais de internet, como é o caso de companhias de empresas aéreas, disponibilizam um chat (bate-papo) para tirar dúvidas de seus clientes. 

O espaço, na verdade, é coordenado por uma inteligência artificial, que busca responder algumas perguntas-padrão, ou seja, questionamentos frequentes que os potenciais clientes costumam realizar. Geralmente, quando o chat virtual não consegue suprir a necessidade do cliente, o atendimento é direcionado para um funcionário responder.

Atualmente, esses ‘bots’ ou robôs já “invadiram” a plataforma de comunicação instantânea Whatsapp. Várias empresas, como bancos e instituições financeiras, tem um canal direto de comunicação com o cliente através dessa ferramenta. Nela, o usuário pode tirar dúvidas e até mesmo obter informações como saldo da conta, extrato, entre outros. Em específico, o Banco Bradesco nomeou seu ‘bot’ de BIA.

Não podemos deixar de destacar o robô Alexa, um dispositivo físico (hardware) que pode ser adquirido em várias lojas, e tem uma média de preço entre R$ 249 a R$ 660, dependendo do preço, do modelo, e de sua configuração. 

Trata-se de um assistente virtual por comando de voz, capaz de auxiliar em atividades domésticas e otimizar alguns processos. É possível obter informações sobre a previsão do tempo, consultar a agenda do dia, ouvir músicas, acessar estações de rádio... 

Se a Alexa estiver conectada em sua residência através de internet das coisas (que será tema de outro artigo futuro!) com outros aparelhos, será possível até controlar câmeras de segurança, ligar e desligar luzes, ligar aparelhos, fazer ligações telefônicas, entre outros.

Depois de tudo isso, você não acha que os robôs estão mais próximos do que imaginávamos?

JULIANO SCHIMIGUEL é Pesquisador, Orientador de Doutorado e Mestrado, Professor Universitário (Universidade Cruzeiro do Sul, Centro Universitário Anchieta) e escreve sobre tecnologias da informação e comunicação (TICs), além de seu impacto na sociedade e no ensino e aprendizagem. Para encontrá-lo, basta acessar seu Linkedin ou mandar um e-mail: schimiguel@gmail.com