AnaMaria
Facebook AnaMariaTwitter AnaMariaInstagram AnaMariaSpotify AnaMaria

Sonia Abrão revela detalhes de sua vida pessoal, como solteirice e veganismo

Em exclusiva, Sonia Abrão abriu o jogo sobre envelhecer, vaidade e amor

Karla Precioso Publicado em 06/08/2022, às 14h30

Sonia Abrão conversou com a Revista AnaMaria - Instagram/@soniaabrao
Sonia Abrão conversou com a Revista AnaMaria - Instagram/@soniaabrao

Sonia Abrão, a mais popular jornalista de entretenimento do Brasil, soma 31 anos de carreira. Só à frente do longevo A Tarde É Sua, da RedeTV!, ela está há quase 16. Tanto tempo de profissão, talento e personalidade forte lhe garantiram muita credibilidade. Ela não foge de nenhuma questão e fala às claras tudo o que pensa... com enorme poder de persuasão! 

Assumidamente desprovida de qualquer vaidade, mas antenada com a saúde e, em especial, a causa animal, há cinco anos, se tornou vegana: “Estou feliz com o caminho que escolhi, pois agora minha alimentação é sem crueldade no prato”, declara. 

Aos 58 anos, envelhecer não é um temor. “Eu tenho o direito de envelhecer. Não aceito essa pressão do mercado pela juventude eterna”. 

Ser bem resolvida é com ela mesma! Foi casada por 17 anos e se separou. Pensar em dividir o mesmo teto com outra pessoa? Nem de longe essa é sua intenção: “Não tenho mais vontade de fazer os acordos e concessões que uma vida a dois exige”, confessa.

Mulher multifacetada, unindo seu gosto pela poesia, a experiência em escrever sobre o universo feminino e suas próprias relações com os homens para retratar o amor do ponto de vista das mulheres, lançou o livro Aos Homens Que Amei [ela tem outras obras, incluindo a biografia do artista Rafael Ilha]. Realizada, livre, independente, feliz consigo mesma... Assim é Sonia Abrão, uma mulher inspiradora e inspirada!

Confira a íntegra da entrevista que Sonia Abrão deu à Revista AnaMaria:

VEGANISMO

Quando e por que se tornou vegana?

Há cinco anos me tornei, na verdade, uma aprendiz do veganismo, porque esse é um processo de transformação profunda de vida, de visão de mundo, e não acontece do dia para a noite. Estou feliz com o caminho que escolhi, em paz comigo mesma, pois, agora, minha alimentação é sem crueldade no prato, não depende do sofrimento e morte de nenhum outro ser. 

Acho que essa mudança já vinha se desenhando dentro de mim há um tempão, sempre me incomodou muito gostar de carnes, ainda mais com pai e irmão vegetarianos. Para comer, eu precisava imaginar que peito de frango dava em árvore, que existia plantação de filé. E entrava em pânico com a visão de leitão assado com uma maçã na boca, peixe inteiro ao forno servido com aqueles olhos vidrados e até quando soube que o molho da galinha à cabidela era feito com o próprio sangue da ave. 

Eram cenas de horror, assim como açougues e caminhões frigoríficos de portas abertas. Nisso, supermercados “ajudavam” bastante a me alienar, porque vendem tudo em partes embaladas e a gente não identifica um animal ali dentro.

Enfim, tive um estalo quando fazia carinho na cabeça da minha cachorra e senti como se fosse uma cabeça de vaca. E me veio uma pergunta que é clássica no veganismo: se eu amo um, por que me alimento do outro? Naquele momento, realmente parei com tudo de origem animal.

E como foi o processo de mudança da alimentação tradicional para a vegana? 

Então, parar com tudo de repente foi um choque para o meu organismo. Fiquei muito fraca. Foi quando procurei um médico e ele me disse que estava tudo errado, que era necessário fazer uma transição, ir mudando a alimentação por etapas. Fiz isso com a orientação de uma nutricionista. E minha saúde vai muito bem, obrigada!

Esse estilo de vida implica em muitas privações? O que você diria a quem pensa em se tornar vegano, mas fica com receio de ter pouquíssimas opções no cardápio?

Não me senti privada de coisa alguma, porque foi uma escolha minha não querer comer mais nada de origem animal. Descobrir novos sabores tem sido uma aventura muito gostosa, sinto que meu paladar é mais apurado hoje. Eu, que nunca fui ligada em vegetais e detestava saladas, hoje faço uma festa com eles no prato. Não me lembro mais como é o gosto de um bife. Nem quero!

VAIDADE

Você já declarou “Me incomoda perder tempo com maquiagem e cabelo antes de entrar no estúdio...”. A vaidade incomoda você?

O que incomoda é a obrigação de pentear, maquiar e escolher figurino todos os dias para apresentar o A Tarde É Sua, e não apenas quando estou com astral de me “produzir”. Aliás, quase nunca tenho essa vontade, porque não sou vaidosa mesmo, nunca fui. Sou da calça jeans e camiseta, coisa de repórter, de quem trabalhava na rua! Mas me sinto nua sem batom vermelho e não abro mão de anéis e brincos grandões, que amo de paixão.

Mas você exibe um corpo enxuto… Nenhum segredo para manter a boa forma?

Sempre fui magra, mas, quando engravidei, engordei mais de 20 quilos. Desses, sobraram 11 que iam e voltavam durante um bom tempo. Com o veganismo, meu peso estabilizou. Só que ainda sou viciada em doces e refrigerantes. Então, fico de olho para não abusar, ainda mais com a pandemia, quando virei sedentária de carteirinha [risos].

Você tem medo de envelhecer?

Não, eu tenho é direito de envelhecer. É o ciclo natural da vida. Não aceito essa pressão pela juventude eterna. Isso leva muitas mulheres a apelar para procedimentos estéticos absurdos. Fujo disso porque não quero me transformar numa caricatura de mim mesma. Por sinal, incluí um poeminha, chamado Idade, no meu livro ‘Aos Homens que Amei’, que diz o seguinte: “Não importa que o peito caia e a idade apareça, não possa usar minissaia e a minha bunda amoleça, Só quero cabeça boa sair por aí rindo à toa, de bem com todas as rugas. Quero mais sonhos na vida Que Deus me dê memória, e uma história comprida! cumprida!”

LIVRO

Aliás, como surgiu a ideia do livro ‘Aos Homens Que Amei’?

Esse livro é feito de flashes das emoções femininas diante do amor. Apesar de ser escrito em versos, não esperem poesia no sentido literário da palavra. Tem muito de mim, mas, principalmente, das histórias de milhares de ouvintes, que, durante dez anos, abriram o coração no quadro De Mulher Para Mulher, do meu programa de rádio. Protegidas pelo anonimato, elas falavam abertamente sobre as dores e delícias da vida amorosa, e foi isso que me inspirou.

O título do livro passa uma mensagem subliminar?

Não é subliminar, é direto mesmo! É geral, já que se trata de um balanço sentimental de nós, mulheres. E é particular, porque também fala dos meus amores, só que está tudo misturado, e nenhum homem que amei vai saber identificar qual poeminha foi escrito para ele.

Em seu outro livro, ‘Homens que Somem’, a ideia foi registrar a angústia feminina com a questão: por que os homens somem? Essa também é uma angústia sua?

Na verdade, surgiu da minha angústia de ver como as mulheres, em grande parte, desmoronam diante de um sumiço e ficam se perguntando “por que?”, “por que?”, “por que?”, quando o silêncio já é uma resposta: não estão interessados e ponto. Homens Que Somem foi fruto de uma grande pesquisa feita junto ao Instituto Ibope Inteligência, em que foram entrevistados milhares de mulheres e homens, pelo Brasil afora, de várias faixas de idade, grau de instrução e classe social [odeio esse termo], num raio-x desse tipo de comportamento masculino, que detona a autoestima feminina. Detalhe: ficou provado que mulheres também somem.

RELACIONAMENTOS

Por que não quis se casar novamente?

Porque não tenho mais vontade de fazer os acordos e concessões que a vida a dois exige. Não quero mais dividir o mesmo teto. Não quero limites. A experiência do casamento é válida, mas acho que uma vez só já é suficiente!

Não sente falta de um grande amor?

Acho que Deus me deu grandes amores, além da conta! Meu coração que o diga, bateu e apanhou intensamente. Estou satisfeita, mas não brigo com o destino. Se estiver escrito nas estrelas, que venha!

Você é uma apaixonada por cães, né? Os considera melhor para se relacionar do que com humanos?

Amo os animais! Desde criança, tínhamos cães e gatos em casa. Com eles, o vínculo afetivo é eterno. Com os seres humanos, nem sempre.

Antes só do que mal acompanhada?

Com certeza! Mas não corro esse risco, porque adoro minha própria companhia.

CARREIRA

Profissionalmente falando, do que se arrepende?

De não ter seguido meu plano original: ser correspondente internacional, para fazer cobertura de guerras. Também de não ter completado a faculdade de História - duas coisas que deixei para a próxima encarnação.

E como você lida com os haters?

Com a “blockterapia”. Bloqueio sem dó nem piedade [risos]. Simples assim.

{# Taboola Newsroom #}